Essa falta não tem nome nem forma que se conheça
Toma os sentidos, atravessa meu umbigo.
Entra e sai pelos sete buracos na minha cabeça.
E antes que eu me esqueça, ta gravada com tinta permanente, no lado de dentro pra que não pereça.
Essa presença entre o estômago e o coração.
Me tira o ar do pulmão, me carrega como num balão.
Se miro do alto pro chão, tudo é pequeno e sem razão.
Olho documentos do meu não esquecimento.
Como se o tempo fosse feito de cimento.
Como se tudo fosse só esse sentimento.
E o resto do mundo, um grande vão.