Invejo, confesso.
Mas incontrita não peço perdão.
Invejo aquilo que não me foi dado
por influência arbitrária do Acaso, maldito ladrão.
Inveja não mata, engorda o coração.
É virtude equivocada, uma forma de apreciação.
Não hei de ser reprovada
Nem lavada com oração.
Sua hipocrisia me declara culpada,
Mas levo comigo meu algoz e também o delator.
Um, pela mão que me ataca, e o outro, pelo dedo indicador.
Levo também o objeto da minha inveja,
Que pela vaidade escancarada,
É o primeiro pecador.
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