4.13.2005

Plena mente

Sinto-me plena. 
Em latitude, longitude, amplitude. 
profunda, calma, serena. 
Em cada passo, terrena 
Em cada ato, em cena 
Em cada som, antena 
Em cada gesto, intensa 
Eu, sólida qual rocha antártica, derreto e perco a forma inteira  
Eu, liquefeita em seiva clara, escorro na areia que ferve árida 
Eu, vapor defunto, dissipo a esmo, viajo infinita, intergaláctica. 
Não sou mais una, única. Sou "n" vezes inúmera. A molécula parte de mim mesma

4.10.2005

Nostalgia...

Eu sinto saudade... Do gosto da fruta da minha terra, Dum cheiro antigo de mato molhado, Das poças de água que refletiam um dia nublado. Da luz rosada daquelas tardes umidas... Do som que vinha da praça e entrava pela minha janela, De ouvir meu nome ecoando em convite. De escrever no chão com giz. De andar de patins. De pular elástico e ser a melhor no "cemitério", De ouvir e contar estórias de mistério. De reinventar o que nunca havia sido criado. De estar sempre entre eles, De ser a mais valente entre elas. De observar de longe a janela dele. Das minhas fugas... Daquele pequeno grande mundo de descobertas.

4.01.2005

Suor, Saliva e Lágrima...




Uma gota no chão...
Não é chuva não.
Vem de mim essa água.

Sou eu suando de paixão,
Chorando de aflição,
Salivando de raiva.

Mas se é meu suor em tua boca,
Tua saliva no lugar da minha roupa,
Não há mais lágrimas,
Seca a mágoa.

Meu suor,
Tua saliva,
E eu...louca.