2.09.2005

Come "Closer"

Havia tempo q não me dava tanto prazer ir ao cinema. Mas "Closer" foi de certo uma bela surpresa. Certamente um novo clássico.
Mike Nichols combina amor e dor na medida certa, e com uma pitada de malicioso humor.Não faz uso dos já batidos apelos hollywoodianos...violência, só no "tapa na cara" de quem está asistindo e não há nenhuma nudez desnecessária. Mas e quem precisa dela com diálogos já tão nus e crus como akeles? simplesmente desconcertantes.
O filme é tão incisivo e direto q poucos percebem a clareza dos sentimentos e conflitos expostos na trama. Muitos se recusam em se identificar com akelas dores e se espantam com a imagem refletida no espelho (axo q "Closer" chegou "perto demais" da verdade de cada um). A reação das pessoas no cinema chega a ser hilária (ouvi muitos gemidos de dor d corno...rs). Alguns ficam visivelmente revoltados em como se desenrola a relação Traição X Perdão. É definitivamente um filme para poucos.
Obedecendo a forma contraditória e paradoxal de todas as relações amorosas, "Closer" aborda o polêmico tema traição com uma sinceridade tão sutil quanto uma britadeira.
A comunicação entre o início e final do filme - a transformação d Alice/Jane (cena inicial) em uma completa desconhecida (cena final) - sugere uma espécie d ciclo. Não q haja a possibilidade d um "Closer II", mas propõe-se um novo "jogo", novos dados foram lançados.
Para quem ainda não foi...ASSISTA! mas vá de mente aberta, pra não fazer nenhuma crítica boba e impregnada d falsos moralismos.

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